segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O PODER DA DOÇURA




O viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que começava tímido por entre as pedras. Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos, ele foi tomando volume e se tornando um rio maior. O viajante continuou a segui-lo.



Bem mais adiante, o que era um pequeno rio se dividiu em dezenas de cachoeiras, num espetáculo de águas cantantes.



A música das águas atraiu mais o viajante, que se aproximou e foi descendo pelas pedras, ao lado de uma das cachoeiras. Descobriu, finalmente, uma gruta.



A natureza criara com paciência caprichosa, formas na gruta. Ele a foi adentrando, admirando sempre mais as pedras gastas pelo tempo.



De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos que nela estavam escritos. Eram versos do grande escritor Tagore, prêmio Nobel de literatura de 1913:


"Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção.


Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir."


2 comentários:

simplesmente....fascinante disse...

Bom dia Lucia.
Passando para agradecer a visita tão prazeirosa lá no blog. Isso me deixa muito contente.
Seria tão bom se fossemos como a água que corre mansa, que contorna obstáculos e segue em frente. Mas nos aproximamos mais das águas de temporais que caem com peso e fúria arrastando tudo pela frente.
Mas....a vida ensina e aos poucos vamos assimilando essa pacividade.
Um grande abraço e que sua segunda seja linda e mansa.
Mari

Ps: Te seguirei

Lucia Luz disse...

Mari

Também fiquei contente com sua visita e também já estou lhe seguindo.
É verdade Mari. E tudo o que queremos é a paz não é mesmo?
Um abraço e ótima semana

Lucia